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FREGUESIA DE INSALDE

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA


 

 

Padroeira: Santa Maria.

Habitantes: 363 habitantes (I.N.E 2011) e 470 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Agricultura, pecuária, e pequeno comércio.

Tradições festivas: Santo António (13 de Julho), S. Pedro (29 de Junho) e Senhora dos Prazeres (Agosto).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Capelas de S. Pedro e dos Prazeres, Serra da Boalhosa, nascente do Rio Coura e moinhos.

Aspectos Gastronómicos: Trutas, enchidos de porco e bacalhau.

Associativismo: Associação Cultural e Recreativa de Insalde.

 

 

 

 

RESENHA HISTÓRICA

 

 

Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições desse ano, Santa Maria de Insalde é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Neste documento, cujo original encontra-se na Torre do Tombo, denomina-se “Ecclesia de Meca”. Meca é hoje um dos lugares compreendidos por esta freguesia.

Em 1320, no catálogo das igrejas do território de Entre Lima e Minho, pertencentes ao bispado de Tui, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para determinação da taxa a pagar por cada uma delas, Insalde, então denominada “Santa Maria de Exaudi”, foi taxada em 40 libras.

 

 Em 1444, as terras de Coura passaram para o bispado de Ceuta.

 

Quando, em princípios do século XVI, as freguesias de Entre Lima e Minho foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios da comarca eclesiástica de Valença. “Emsalde” tinha nessa época de rendimento 23 réis, meia libra de cera e 13 alquieres de pão meado.

 

Pertencia ao julgado de Coira e Fraião.

 

Em 1546, no Memorial feito no tempo de D. Manuel de Sousa, estava enquadrada na Terra de Coura, rendendo 40 mil réis.

 

O Cesual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, recolhida pelo P. Avelino Jesus da Costa no seu trabalho “A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho”, refere que Santa Maria de Insalde era apresentada num terço pelo mosteiro de Ganfei e nos restantes por padroeiros. No mesmo documento diz-se que o arcebispo D. Diogo de Sousa confirmara umas doações feitas por padroeiros ao visconde de Vila Nova de Cerveira.

 

Segundo o P. António Carvalho da Costa, esta igreja foi abadia da apresentação dos descendentes de Gabriel Pereira de Castro. Todavia, na Estatística Paroquial, de 1862, diz-se que este direito pertencia ao convento de Ganfei e aos sucessores daqueles, Teles Vieiras.

 

Em termos administrativos, esta freguesia fez parte da comarca de Monção, em 1839, e, em 1852, da de Valença.

 

Em 1878, passou a pertencer à comarca de Paredes de Coura.

 



 

FREGUESIA DE PORREIRAS

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: S. Miguel.

Habitantes: 95 habitantes (I.N.E.2011) e 108 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Agricultura e pecuária, construção civil e pequeno comércio.

Tradições festivas: Santo António e S. Miguel (último domingo de Agosto).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Paroquial e Capela da Senhora do Pilar, Eira Comunitária, espigueiros e moinhos em cascata, vestígios arqueológicos (mamoas, vila romana), belezas ribeirinhas do rio Coura, vistas panorâmicas sobre o Concelho de Paredes de Coura.

Aspectos Gastronómicos:  Bolo do tacho, enchidos de porco e filhoses da pedra.

Artesanato: Meias de lã.

 

 

RESENHA HISTÓRICA

 
Porreiras, estende-se pela encosta da serra da Boalhosa na direcção da Chã de Pipas numa área de cerca de 752 ha, a cerca de 7 km da vila de Paredes de Coura, a sede do concelho. É sem dúvida  uma das freguesias mais altas do concelho de Paredes de Coura, e até mesmo do distrito de Viana do Castelo, donde, como se compreende, se pode, por isso, desfrutar de excelentes vistas panorâmicas e tirar proveito da impar qualidade de vida ambiental proporcionada por uma vegetação luxuriante, aqui e ali cortada por cursos de água  cristalina que vão formando o rio Coura.
Sabe-se que foi ocupada pelos homens desde os tempos mais antigos.
Tem por lugares principais: Cabo, Almas, Souto e Outeiro. Os seus limites são estabelecidos pelas freguesias de  Boivão, e Taião (estas de Valença) que se encontram no seu lado norte, Insalde a nascente, Formariz , Padornelo, Moselos a sul , Ferreira e Cerdal  ( também esta  do concelho de Valença) a poente.
Nota para os moinhos, os cursos de água e para os espigueiros, estes em numero de destaque que se impõem paisagisticamente, lembrando a todos o seu valor ancestral na economia local, e transportando para os dias actuais esses valores culturais. São equipamentos trabalhados em granito, num trabalho de arte cujas  marcas ainda estão visíveis nos dias actuais.
 
Uma boa hipótese para o topónimo Porreiras, parece ser a corrupção de Boas Eiras que tal como os velhos espigueiros são em bom número, seria por Eiras a forma de pagamento de impostos ao Convento de Ganfei.
Em tempos remotos (inquirições» de D. Afonso III) foi conhecida por «Collatio Sancti Michaelis de Rabe». Os moradores desta freguesia iam à “anuduva” e davam de comer ao «Casteleiro» seis vezes por mês, segundo se lê nas «inquirições» citadas.
O censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, utilizada pelo P. Avelino de Jesus da Costa refere-se a Porreiras denominando-a São Miguel de Rabel.
Rabel ou Rabil, no antigo português, era um instrumento rústico, de 3 cordas, que usavam os pastores.
Por ser uma terra de ricos pastoreiros ou de muita pastoriça, não é de admirar que esta freguesia tenha se chamado Rabel em lembrança desse instrumento utilizado pelos pastores dessa época.
   
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias - Autarcas do Séc. XXI, Paredes de Coura de Narciso C. Alves da Cunha, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
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